Olá, leitores, como vão?   Este artigo veio para esclarecer algumas dúvidas acerca da dança contemporânea. Vamos conhecer sua origem, alguns de seus principais métodos e coreógrafos, sua história no Brasil e os beneficios que a dança traz para o corpo. Leia atentamente e aproveite o material de apoio clicando nos links. 

Quando surgiu?

Iniciado na década de 50, o movimento da dança contemporânea possui o intuito de driblar os padrões das danças convencionais como o ballet clássico e a dança moderna.
Em busca de inovações e influenciada por pensadores do corpo como Rudolf Laban, a dança não possui uma técnica única. Ela se caracteriza como uma junção de sistemas, métodos e procedimentos de pesquisas corporais utilizados livremente como instrumentos pelo dançarino/intérprete para criar seus próprios movimentos.

Métodos

Estes instrumentos são construídos por pensadores e coreógrafos ao longo do tempo. Vamos conhecer alguns desses métodos.
Método Laban: Rudolf Laban tende a combinar quatro fatores para os movimentos: peso, espaço, tempo e fluência.
Com espaço Laban refere-se a: kinesfera (espaço pessoal) e espaço geral. Aos planos: alto, médio e baixo. As direções: frente, atrás, acima, abaixo, direita, esquerda e diagonais. As formas: redondo, reta, curva, estreita, larga, angular e aos tamanhos: pequeno, médio e grande.
Com peso, tempo e fluência os conceitos são mais básicos, trabalhando os opostos: leve e/ou pesado, lento e/ou rápido, livre e/ou controlado.
Todas estas características pensadas por Laban geram qualidade ao movimento e novos lugares para explorar e improvisar.

Clique no nome para saber mais >>> Rudolf Laban 

Ao contrário das danças tradicionais, a dança contemporânea não limita a narrativa, a música, o espaço cênico e os elementos cênicos que por sua vez, podem ser independentes, contrapondo-se, ou complementares. Não havendo limites estruturais também não há limites impostos para o corpo. Em 1960,os primeiros coreógrafos pós-modernistas deram ainda mais vida à busca pela ruptura com as danças clássicas. São eles:

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+ Yvonne Rainer baseia-se na transformação do cotidiano em dança ;
+ Trisha Brown utiliza a acumulação de movimentos para trabalhar a dança;
+ Steve Paxton explora o contato e improvisação;
+ David Gordan utiliza-se da teatralidade;
+ Simone Forti toma como base os movimentos dos animais,
+ Pina Baush seu trabalho chama-se Tanztheater (dança-teatro), movimento que se origina na época de Rudolf Laban e Kurt Joss. A dança-teatro em 1970, busca uma intensificação da expressividade e para isso faz um diálogo entre o movimento, a música e a palavra.

Hoje, são muitos os coreógrafos e intérpretes-criadores que exploram modos de expressar através dos corpos munidos de instrumentos, vivências, questionamentos, assuntos contemporâneos e políticos.

No Brasil

Aqui pelo Brasil, tivemos e ainda temos companhias que são genuinamente contemporâneas. Há outras que mesmo com um direcionamento para a dança clássica convidam coreógrafos e realizam trabalhos contemporâneos. Vamos conhecer algumas das companhias que trabalham a linguagem? Clique no nome para saber mais 

Balé da Cidade de São Paulo: O Balé da Cidade de São Paulo foi criado em fevereiro de 1968, como Corpo de Baile Municipal para acompanhar as óperas do Theatro e se apresentar com obras do repertório clássico. Em 1974, sob a direção de Antônio Carlos Cardoso, assumiu o perfil de dança contemporânea que orienta sua proposta até hoje.
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Grupo Corpo: Fundado por Paulo Pederneiras em 1975, em Belo Horizonte, o Grupo Corpo estrearia no ano seguinte sua primeira criação, Maria Maria. Uma companhia de dança contemporânea brasileira de renome internacional com um vocabulário coreográfico próprio que toma forma pela combinação da técnica clássica com uma releitura contemporânea de movimentos extraídos dos bailados populares brasileiros que se transforma em uma marca registrada do grupo.
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Quasar Cia de Dança:  A Quasar é um veículo de manifestação artística que se expressa através da dança contemporânea, desenvolvendo uma proposta estética própria e diversa. Nascida em 1988, em Goiás, com o coreógrafo Henrique Rodovalho que logo após tornaria-se residente e daria textura a companhia.
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Companhia de dança Deborah Colker: Em 1994, a Companhia de Dança Deborah Colker subia à cena pela primeira vez no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A Cia percorreu quatro continentes apresentando-se em alguns dos palcos mais importantes do mundo. Com treze espetáculos na bagagem e sete em repertório, ao longo desses anos, a coreógrafa carioca e sua companhia figuraram com destaque em periódicos influentes.
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Companhia de danças de Diadema: Criada em 1995 por iniciativa da Prefeitura do Município de Diadema e pela bailarina e coreógrafa Ivonice Satie, desenvolve, além do trabalho artístico, um projeto sociocultural, onde os bailarinos atuam como artistas orientadores no Projeto Oficinas - Difusão e Acesso à Dança. Destaca-se no cenário da dança pelo seu caráter inovador, atuando no ensino e na busca pela descoberta do corpo como forma de expressão junto à comunidade.
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Focus cia de dançaA Focus Cia. de Dança nasceu no Rio de Janeiro em 1997. Dirigida e coreografada por Alex Neoral, na qual iniciou a pesquisa de suas primeiras obras coreográficas contemporâneas. No Brasil, a companhia viajou a mais de 80 cidades, entre capitais e municípios do interior. No exterior, já levou sua arte também para: Canadá, Estados Unidos, Portugal, Itália, Alemanha e Panamá.
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Benefícios da dança

Está pensando em começar a praticar e conhecer com o corpo esta dança? A professora da Artisan Ballet, Fabiana França listou para nós alguns benefícios:

+Musicalidade;
+Consciência corporal;
+Fortalecimento;
+Flexibilidade;
+Criatividade.

“Eu acredito que a dança contemporânea trabalha muito o corpo físico e a mente. Ela faz você encontrar outros meios de se mover e proporciona a descoberta do seu movimento, como eu me identifico, qual a personalidade do meu corpo. No contemporâneo eu posso transformar o movimento que já existe, ir para diversos lugares, diversos campos no espaço, ele permite a liberdade de movimento e a identidade do corpo.”


Fonte: História da Dança